Controle de Calor, Distorção e Aporte Térmico
A baixa condutividade térmica das ligas de cromo-níquel, que é significativamente menor do que a do aço carbono, é a principal causa de dois problemas inter-relacionados: a sensitização (perda de resistência à corrosão) e a distorção da peça. Como o calor se dissipa muito lentamente da área do arco, ele se acumula, elevando a temperatura da junta. Se a junta permanecer por muito tempo na faixa de temperatura crítica ($\sim 450^{\circ} \text{C}$ a $850^{\circ} \text{C}$), ocorre a precipitação de carbetos, empobrecendo o cromo e gerando sensitização. Além disso, o calor concentrado leva a um alto estresse de contração quando a peça esfria, resultando em empenamento (distorção) severo, especialmente em chapas finas.
Técnicas para Redução da Entrada de Calor (Heat Input)
Para mitigar a sensitização e a distorção, a redução do aporte térmico é a exigência técnica mais importante. O aporte térmico é uma medida da energia introduzida na peça por unidade de comprimento de solda ($J/mm$) e é controlado por três variáveis: tensão ($\text{V}$), corrente ($\text{A}$) e velocidade de avanço ($\text{mm/s}$). A fórmula para o aporte térmico ($H$) é: $H = \frac{V \cdot A}{S \cdot \eta}$, onde $S$ é a velocidade de avanço e $\eta$ é a eficiência do processo. Na prática, isso se traduz em usar a menor amperagem possível, manter um arco curto (para reduzir a tensão) e utilizar a velocidade de avanço mais rápida que o soldador conseguir controlar. O movimento do acessório deve ser o mais reto possível (cordão estreito, stringer bead), minimizando o tempo de permanência do calor em um ponto.
A temperatura interpasses também é crucial e deve ser mantida baixa (geralmente abaixo de $150^{\circ} \text{C}$). O soldador deve permitir que a junta resfrie completamente antes de iniciar o próximo passe. Em chapas finas, técnicas como o skip welding (soldagem intermitente e em segmentos não adjacentes) podem ser usadas para distribuir o calor e reduzir a distorção. A seleção do acessório de baixo carbono ('L') trabalha em conjunto com essas técnicas de controle térmico, garantindo que mesmo com algum aporte de calor, a microestrutura seja resistente à perda de cromo e que a junta mantenha sua geometria e resistência à corrosão.
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