O desempenho do arame inox 308L é altamente sensível à escolha do gás de proteção, que deve ser inerte ou levemente ativo para proteger o cromo contra a oxidação. Diferentemente dos aços carbono, onde misturas ricas em $\text{CO}_2}$ são comuns, o consumível para aços inoxidáveis 304/304L exige gases que previnam a perda de elementos de liga.

A Escolha do Gás para Proteger o Cromo

O gás de proteção ideal para o eletrodo sólido de liga austenítica é o Argônio com pequeno percentual de $\text{CO}_2}$ ou $\text{O}_2}$ (e.g., Argônio com $1\%$ a $2\%$ de $\text{O}_2$ ou $2\%$ a $5\%$ de $\text{CO}_2$). O Argônio puro garante a máxima proteção contra a oxidação, mas pode resultar em arcos instáveis. A adição de pequenas quantidades de $\text{O}_2}$ ou $\text{CO}_2}$ estabiliza o arco, melhora a fluidez da poça de fusão e otimiza a forma do cordão. É crucial que o teor de gases ativos seja baixo, pois o excesso oxidaria o cromo, reduzindo a resistência à corrosão do depósito.

O diâmetro do fio sólido de cromo-níquel também é selecionado com base na aplicação: diâmetros menores (e.g., $0,8 \text{ mm}$ e $1,0 \text{ mm}$) são preferidos para chapas finas e soldagem fora de posição, pois permitem um aporte térmico mais controlado e um arco mais suave. Diâmetros maiores (e.g., $1,2 \text{ mm}$ a $1,6 \text{ mm}$) são usados em peças mais espessas e na posição plana, visando a máxima taxa de deposição. A combinação precisa do gás de proteção e do diâmetro assegura que o arame inox 308L ofereça alta produtividade sem comprometer a integridade metalúrgica crítica de uma junta de aço inoxidável.

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